quarta-feira, 23 de julho de 2008

O Corpo - Hanif Kureishi


"O silêncio parecia sublime.
-O que havemos de fazer agora?-perguntou Ann.
-Ainda não sei-mas a seguir, ele respondeu. -Ai isso é que eu sei.
-O quê?
Ele estendeu-lhe a mão. Na casa de banho, ela despiu-se e pôs-se de pé com o pé assente na borda da banheira, para ele a ver antes de ela se sentar. Ele encheu o jarro com água das torneiras do lavatório e despejou-a por cima dos cabelos, do corpo e das pernas. O rosto dela animou-se e os seus olhos estavam vivos e cheios de brilho, a olhar para ele e para a água que caía em cascata."

Bastou um gesto e ela voltou a ter a alegria que faltava na sua vida. Apercebeu-se de tudo o que estava a perder e que a felicidade lhe estava a escapar. "Acordou" e, como ela, também eu. Vocês que estão na foto são algumas das pessoas que mais contribuíram para isso.
Querem melhor felicidade que esta? Tenho amigos maravilhosos, dias e noites espectaculares, um Verão fantástico! Será que preciso de mais alguma coisa? Talvez, claro... Mas com o tempo tudo se consegue ;)

terça-feira, 15 de julho de 2008

O Verão


Já não escrevia aqui há algum tempo e já tinha necessidade de o fazer...
Começaram as férias há já um mês e pouco e o que eu esperava serem umas férias como todas as outras, normais, com as mesmas pessoas, tornaram-se o contrário.
Novos conhecimentos, novos sítios, novos amigos, novas experiências, tudo e mais alguma coisa.
Esta forma de vida já me fazia falta. Estava sempre à espera que as coisas mudassem, que surgisse algo que me despertasse algo mais, que me fizesse "acordar" para o lado bom da vida, e finalmente consegui. As pessoas ajudaram-me a voltar ao meu estado "bom", ou seja, começo a rir-me sozinha por tudo e por nada, qualquer coisa me faz sorrir, uma coisa miníma, um gesto faz-me feliz. Agora sim, dou razão a uma grande amiga que me disse que estas férias iam ser diferentes, que ia conhecer novas pessoas que me iam fazer mais feliz do que aquelas por quem eu esperei mais de dois anos, por quem eu sofri muito mais do que devia e do que merecia.
Ainda bem que tomei consciência disso e voltei a ser a mesma Andreia de sempre :)
Estas noites têm sido só animação, só alegria, só borga ;) Jantares, saídas, amigos de sempre, amigos novos, novas emoções, novos sentimentos, novas alegrias. Obrigada a todas as pessoas que têm porporcionado estes momentos, obrigada por me fazerem feliz.
Isto até pode ser um pouco precipitado, mas obrigada ao menino que me fez "renascer", que conseguiu colocar o meu sorriso de novo na face, que me mostrou a razão de viver, a alegria de tudo o existe e o que me faz realmente gostar de viver.
A todos vocês obrigada!
E espero que tenhamos muitas mais noites como as de sábado :D

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Como vai o país?



Ontem, dia 2 de Julho de 2008, o nosso actual primeiro-ministro, José Sócrates, expressou-se nos estúdios da RTP relativamente à actual situação económica do país.
Este afirma que, neste momento, a dedução fiscal do crédito à habitação processa-se de forma igual para o conjunto dos contribuintes portugueses. Relativamente ao Imposto Municipal Imobiliário (IMI), Sócrates mostrou o seu desagrado no que diz respeito à recente subida dos valores máximos em 15 por cento e exprimiu a sua "crença" de que o poder local irá compreender a implementação da proposta de suster a subida do IMI. O Governo vai propor um aumento das deduções fiscais no IRS, nomeadamente nos créditos à habitação relativos às famílias mais carenciadas para, deste modo, as auxiliar. Pretende-se, seguidamente, que o Governo torne a dedução fiscal "progressiva" com vista a beneficiar as famílias com rendimentos menores e, por fim, José Sócrates retirou como possibilidade a redução da carga fiscal no ano de 2009, pois segundo este reduzir o IRS seria "uma aventura", um "tiro no escuro".
Esta foi uma pequena e sucinta explicação da actual situação da economia portuguesa. Uma das medidas que veio causar "murmuração" ao longo de todo o pais foi a dedução fiscal em 1 por cento. A maior parte da população pensa ser muito pouco o valor deduzido mas se forem racionais irão perceber que este 1 por cento FAZ a diferença. Um bom exemplo desta redução a nível fiscal é a gasolina, pois os portugueses podem poupar cerca de 60 cêntimos o que num conjunto já ajuda bastante à bolsa destes.
Agora relativamente ao primeiro-ministro, José Sócrates, os portugueses não podem afirmar que tudo o que este faz está errado, pois as melhorias a certos níveis são visíveis. Não se pode esperar é que a situação económica mude de um dia para o outro.
Para se fazer uma mudança sustentável é necessário ter em conta todos os aspectos que esta acarreta e estas mudanças devem ser a longo prazo para, assim, se atingir os objectivos pretendidos sem pôr em causa a estabilidade económica. Não podemos pensar que se estivesse outro partido na governação do país a situação seria diferente. As mudanças não estão na mão de pessoas individuais. Tudo passa por uma decisão colectiva e por isso mesmo um deputado, um ministro, o próprio presidente da república, o primeiro-ministro nada podem fazer individualmente, pois não têm poder para isso, ou seja, não podem muitas vezes tomar decisões importantes e que sabem que iria mudar a situação pois não lhes cabe essa deliberação.