sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Hoje sinto-me.

Acordei.
Sinto-me renascida.
Esvaziei os bolsos, enchi-os de esperança e alegria e corri.
Corri para um espaço que me ocupa as sextas-feiras. Entrei. Recebi um sorriso.
Vivi a realidade da gente que ali pára. Envolvi-me, deixei o meu coração falar mais alto. Senti-me.
Pensei, idealizei... Um espaço para os abrigar, um espaço onde se sintam bem e protegidos. Concretização? Talvez um dia.
Para já misturo-me por entre a multidão, corro pelas ruas apressada e sonho.
Sinto-me.
Quero, um dia, poder dizer: Amanhã é o dia!
Aguardo.
Desloco-me cidade adiante. Levo um presente na mão direita. Na outra levo a vontade de a dar a alguém, de agarrar com todas as forças e largar só quando já não tivermos forças para continuar.
Chego. Toco à campainha, e toco, e toco e toco... Ninguém atende. Insisto.. e nada.
Desisto.
Venho embora com uma rosa que não tem dono.