domingo, 28 de outubro de 2012

O piqueno herói!

Este piqueno é o meu Kiko. Fez um aninho agora em Outubro e já é uma presença imprescendível cá em casa. A minha mami sempre teve muitas reticências quanto a ter cães em casa mas já Fernando Pessoa dizia que primeiro estranha-se, depois entranha-se e lá se foi habituando ao menino. Agora nem eu, os meus pais ou a minha avó viviamos sem ele. Faz as suas asneiras claro, mas é muito dócil e fofinho para quem realmente gosta :) Mas ora bem, vim cá contar-vos as peripécias desta semana. Ora uma noite destas estava eu descansadinha na minha cama quando ouço este menino a ladrar como um louco. Levantei-me num ápice e corri até à marquise. Espreitei pela janela e deparei-me com dois cães perto da casa dos nossos coelhos ao mesmo tempo que estes últimos guinchavam como se não houvesse amanhã. Imediatamente gritei pelos meus pais e deixei o Kiko sair de casa para ir ver o que se passava. E não é que quando lá chegamos estava um terceiro cão que tinha, literalmente, arrancado as patinhas a um coelhinho a sangue frio, sem o matar nem nada? O kiko foi um herói, porque pressentiu o que se passava, penso que ferrou ao outro cão e afugentou-os a todos! Infelizmente tivemos que matar o coelhinho, porque não podia sofrer mais, mas custou claro, até porque era o mais bonito de todos. Esta semana andámos só com problemas de coelhos. E não é que hoje o meu pai não fechou bem as portas aos coelhos e eles saíram todos das gaiolas? Mais uma vez o Kiko ladrava como um louco, deixei-o sair e ele correu em direção aos coelhos. Andavam todos à solta e o Kiko percorreu o quintal todo a farejar pelo rasto dos coelhos. É o máximo ou não o meu piqueno? =) Por estas e por outras é que teve direito ao merecido descanso na caminha da dona e tudo! O Kiko é único e insubstituível e se alguém quiser estes genes para uns futuros filhotes avisem! :)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sinto-te.

Senti-te durante 23 anos. Entrei na tua vida e deste-me tudo. Deste-me amor, educação, ensinaste-me a crescer. Rimos juntos, chorei no teu ombro pelas nossas perdas, senti o teu abraço. Agora sinto-me mais pobre. Sei que sentiste orgulho de mim por tudo o que alcancei até hoje. Sei que sentias orgulho a cada dia que passava, e sabes porquê? Porque me ensinaste grande parte do que sou hoje. Por isso mesmo só posso agradecer e dizer, escrevendo, o quanto te amo e as saudades que sinto. Ainda estou à espera que venhas bater à minha porta. Ainda espero que venhas almoçar, ainda espero que me digas outra vez que gostas muito que te vá ver muitas vezes. Ainda espero que seja tudo um sonho e que amanhã regresses. Fazes-me tanta falta! As nossas tradições da Páscoa, os nossos almoços, só nossos, sempre divertidos e saborosos, as duas colecções de que tinhamos tanto orgulho, o clube do nosso coração, o partido do nosso coração, o amor pela família, o entusiasmo pela natureza, tanto em comum...! Nem tudo são maravilhas e, como todas as famílias, também tinhamos as nossas divergências. Mais umas palermices próprias da diferença de idades do que zangas sérias, mas era tudo isto que nos tornava normais e avô e neta. Viste-me crescer e eu vi-te fugires-me entre as mãos... Ficou tanto por fazer, por dizer, por partilhar. Hoje, como em todos os dias desde aquele horrível dia, senti-te e continuo sempre a sentir saudade vovô.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dúvidas

Um ano e pouco. Tudo mudou. Muitas pessoas desapareceram, muitas apareceram e muitas voltaram. Sabem aquele sentimento espontâneo de quando conhecemos alguém e acreditamos que pode ser para toda a vida? Eu soube. Aquelas frases clichês "Sinto que te conheço desde sempre", "Nunca me senti tão segura com ninguém" entre outras, são mesmo verdade. O grave problema é quando o sentimento não é recíproco ou não sabemos de todo o que o outro sente e pensa. Mais grave ainda é quando essa pessoa aparece e desaparece tão depressa que nem tempo temos para o percebermos. Nem tempo tivemos para perguntar o que aconteceu, ou o que aconteceu de errado. Não tivemos tempo de dizer tudo o que pensavamos ou que estavamos a sentir. E depois, a ansiedade vai crescendo, os sentimentos vão mudando e as dúvidas persistem. Continuamos sem uma resposta. Por mais inacreditavel que pareça, aparece outra pessoa repentinamente. Assume tudo o que sente, dá-se a conhecer, empenha-se para nos conquistar. O que mais queremos é dizer que sentimos o mesmo, que queremos ser felizes com ela, que a queremos fazer feliz. Mas os sentimentos não nos deixam transmitir em palavras tais sentimentos. A voz cala-se. Trava-nos as ações e deixa-nos com os pensamentos nos sentimentos que outrora haviamos sentido e que continuam lá. Lutamos para fugir deles, lutamos para os esquecer, mas o problema é a esperança que alimentamos na ansia de que um dia destes tudo volte atrás, àquele dia único em que só existiam duas pessoas que juntas pareciam uma só.