domingo, 2 de novembro de 2014

Entre mortos e feridos, alguém há-de sobreviver.

Ora pois então já me sentia a falhar um bocadinho aqui no estaminé. Mas só cá vim para vos falar sobre o dia de ontem.
O dia começou como o de milhares de pessoas por este país fora. A correria aos cemitérios é uma questão enraizada na nossa sociedade. Muitos a farão devido à vontade de homenagear e sentir-se mais próximo dos seus neste dia, mas o que me irrita profundamente (e quando eu digo profundamente é mesmo profundamente meus amigos!) são aquelas pessoas que só põem o pé nos cemitérios uma vez por ano e simplesmente para mostrarem que gastaram um horror em flores e que as suas campas são/estão melhores que as dos "vizinhos". Não que esteja contra gastarem todo o dinheiro do mundo em flores, não... Cada um faz o que quer e bem lhe apetece com as suas fortunas mas "esfrega-lo" na cara das outras pessoas é muito feio. Meus amigos, erámos todos muito mais felizes sem pessoas cínicas como vocês a estragar logo o dia pela manhã.
Mas enfim. Lá se passou a fase mais peculiar do dia com uma conversa entre conhecidos do género "Pah, só nos encontramos quase de ano a ano e é sempre aqui. (...) Se não for antes, até para o ano, e que nos encontremos durante os próximos 50 anos". Há que pensar sempre no lado positivo da coisa, é verdade :) Entretanto, compras e mais compras para alegrar mais o nosso dia e muitos encontros inesperados se sucederam.
 O dia terminou com a visita a um dos sobrinhos emprestados aqui da tia. Entre muitos sorrisos, ternuras e birrinhas claro (não vou negar :-) ), acabámos num lanchinho tardio e numa tentativa de regresso a casa. "Tentativa?" perguntam vocês. E eu, infelizmente tenho de responder que "Sim", tentativa. Não é que chego ao meu adorado carro, e ele não dá uma para a caixa?! Mal o conseguia destrancar, introduzia a chave na ignição e nada de nadinha... Nem sinal de vida. Quase uma da manhã e uma pessoa a passar frio, sem perceber patavina de mecânica e à espera do socorro solicitado. Cheguei a casa, bebi um chazinho para aquecer o corpo e a alma e assim chegamos ao fim deste dia um pouco para o inesperado.
A boa notícia no meio disto tudo: temporariamente o modelo utilizado é preto, familiar e que me alegra tanto quanto o meu vermelhinho :-)  


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